sexta-feira, 25 de junho de 2010

Decreto o Fim


Ela acreditava e afirmava não sentir mais nada por ele. Dizia ás amigas que o que vivera com ele, tinha passado, juntamente com o tempo. Sabia ela também, que o coração dele agora pertencia á outra pessoa, e que ele estava bem com isso, ela também. Ou pelo menos achava que sim. Mas então, porque logo após seus olhos encontrarem-se com os dele, ela estava sentindo-se estranha, como se precisasse dele?
Porque os olhos dele, e as lembranças de seu passado junto á ele, não saíam de sua mente? Ela não sabia, o "porque" disso, ou qual o nome daquela sensação perturbadora. Posso eu lhe dar as respostas. O que ela um dia sentiu por ele, não deixou de existir. Um amor nunca se vai. O sentimento estava apenas adormecido dentro dela, guardado em algum lugar. Ela procurou incansávelmente, por um outro alguém. Alguém, que fizesse nascer dentro dela, um sentimento maior e melhor, que não a fizesse sentir dores em partes do corpo que ela nem sabia que existiam. Mas foi em vão. Não se pode tirar da mente, o que não sai do coração. E o nome, da tal sensação, é: saudade. Saudade de tudo que vivera com ele, saudade da adrenalina estalando suas correntes sanguíneas ao vê-lo. Saudade de o sentir por perto, e de saber que ambos, pertenciam um ao outro. Precisavam um do outro. E o pior de tudo isso, é que ela vai estar sempre ali. Amando ele, esperando por ele. Porque ela não quer mais ninguém, além dele. E de fato "os outros", acabarão sendo somente "os outros". Até que ela desista. E quanto a ele? Bem, ele vai continuar por aí, divertindo-se momentaneamente com muitas outras, e provavelmente, machucando ainda mais aquela garota que realmente o ama. Dando á ela só uma chance. A chance, de ser ignorada. Porque para ele tanto faz.
Até que um dia, ele vai encontrar alguém, que o faça colher tudo o que plantou. Ele vai sofrer, e como vai! Vai procurar por aquela que disse por inúmeras vezes o quanto o amava. Aquela que ele ignorou. E é aí, que ele se dará conta do óbvio: ela não vai mais estar esperando por ele. Ele, vai conhecer a dor que ela sentia. E por fim, estará sozinho.
"Quando você não esperar vai doer, e eu sei como vai doer. E vai passar, como passou por mim, e fazer com que se sinta assim, como eu sinto, como eu vejo, como eu vivo. Eu sei que vai lembrar, vai rezar pra esquecer, vai pedir pra esquecer." (Fresno - Milonga)

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Liberdade Incondicional

Existem teorias, que contrapõem ao determinismo, enfatizando a possibilidade da liberdade humana absoluta, do livre arbítrio; segundo o qual o humano tem o poder de escolher um ato ou não, independentemente das forças que o constrangem. Ser livre, é decidir-se sozinho, e fazer o que tiver vontade em qualquer determinação causal, quer seja exterior, no ambiente em que se vive, ou interior. Mesmo admitindo que essas forças existam, o ato livre pertence á uma esfera em que se perfaz a liberdade humana. Ser livre, é ser incausado.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Incompleto completo


Não existe uma pessoa certa pra gente. O que existe, é uma pessoa, que se você for parar para pensar, é na verdade, a pessoa errada. Porque nem sempre, nós estamos precisando da coisa certa. A pessoa errada te faz perder a cabeça, fazer loucuras, perder a hora, "morrer de amor". Ela vai ficar um dia sem te procurar, que é pra que na hora em que se encontrarem, a entrega ser mais verdadeira. E assim, a pessoa errada, é o que a gente chama de: pessoa certa. Ela vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas. Vai tirar seu sono, mas vai te dar em troca momentos inesquecíveis. Talvez te magoe... e depois te encha de mimos, pedindo seu perdão. E pode não estar o tempo todo ao seu lado, mas vai estar o tempo todo da vida dela esperando por você, pensando em você. E ela tem que mostrar isso á todo mundo, porque a vida em si, não é certa. O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, e querendo assim dizer: "Deu tudo certo!".

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Free Yourself


E eu decidi, por livre e espontânea vontade, que é mais que desnecessário, sacrificarem vidas, para meu consumo. Todos os seres vivos, inclusive as bactérias - malditas ou não - tem total direito de viver. O sacrifício de animais, para consumo humano, é deveras ridículo, desnecessário, e sem sombra de dúvidas, algo completamente brutal. Quem é que disse, que podemos devorar uma vaca por exemplo, porque ela não pensa? E se ela pensar, como é que sabem? Sociológicamente falando, os animais não são melhores que nós, por não ter a capacidade de pensar, produzir cultura, e modificar o ambiente no qual ele vive. Concorda? Eu não. Felizmente - ou não - eu não sei mugir, sério. Logo, não consigo me comunicar com as vacas, nem saber no que elas pensam. E se não pensarem em nada, foda-se. Não produzem cultura? Nesse ponto não vejo diferença entre nós duas, seres de espécies completamente diferentes; pois também não produzo cultura alguma. A diferença, é que eu adoto para mim, costumes que até então não eram meus, não os criei. Não modificam o ambiente em que vivem? E como não!? Elas são capazes de devorar um pasto, fazendo com que todo aquele capim verde, e consideravelmente bonito, simplesmente desaparecer. E com suas fezes, sim, as fezes! Ajudam para que ali cresça um capim ainda melhor. Para mim, isso é brilhantemente notável, logo que eu sim, sou incapaz de mudar até a cama do meu quarto, do lugar. Independente disso, elas sentem. Sentem sim. E não sei qual é o tipo de sensação consideravelmente boa para elas; mas morrer em pról do paladar humano, e por sinal, do modo mais doloroso possível, não parece-me nada agradável. Não concordo, não participarei. Não mais.

sexta-feira, 4 de junho de 2010


Eu descobri, que quase tudo que já escreveram sobre o amor, era verdade. Shakespeare disse: "Encontro de amor, é jornada finda." Ah que ideia fabulosa! Eu mesma, nunca vivenciei nada remotamente parecido; embora acredite que Shakespeare, possa ter feito isso. Eu acho que penso no amor, mais do que qualquer um deveria. Fico sempre perplexa com seu enorme poder de modificar e definir nossas vidas. E foi Shakespeare quem disse: "O amor é cego", e isso, é uma coisa da qual, eu tenho certeza. Para alguns, de maneira inexplicável, o amor começa a murchar. Para outros, o amor simplesmente se perde. Por outro lado, claro, o amor pode ser "encontrado", mesmo apenas por uma noite. E há tambem um outro tipo de amor, o tipo mais cruel, aquele que quase mata suas vítimas; ele se chama: amor não correspondido. A maioria das histórias de amor, é sobre pessoas que se apaixonam umas pelas outras. Mas e o restante delas? E suas histórias? E aqueles que se apaixonam sozinhos? São todos vítimas, de uma relação de mão única. São a maldição dos apaixonados. São os "não amados", os que caminham feridos; os deficientes sem uma vaga exclusiva. E assim, só.

domingo, 30 de maio de 2010

Love Game


E então eu me pergunto, porque é tão difícil amar e ser amado, porque é tão difícil ser feliz, e o porque de haver tanto sofrimento; corações partidos, cartas rasgadas, lágrimas escorridas, que ao escorrer pela face, doem como punhais perfurando o peito. Tanta gente sofrendo com a mesma dor, e pelo mesmo motivo. Arrumando qualquer coisa ou pessoa, pra poder culpar. Mas... e se na verdade... as próprias pessoas forem as culpadas por suas dores? E se tais dores forem as consequências de uma série de atos errados? Penso eu, que hoje as pessoas esqueceram-se de como devem ser os relacionamentos; de como deve-se começá-los, como fazer com que cresça, amadureça. Vai ver seja, porque todos estão tão preocupados em fazer do amor um "jogo" com regras, prêmios, punições, percas e ganhos; que esqueçam-se de sentir ele. E se por acaso, você "nao encontrou a pessoa certa", pensa que não "serve para o amor", pare de tentar jogá-lo, e passe então a tentar senti-lo.

Josiani


Aaaa você! Tão fácil falar dos outros, mas tão difícil falar de você... olhar pra teus olhos me causa euforia, me conforta, encanta, e me alegra profundamente! Quando nos conhecemos, aah... como foi bom! Te confiei meus segredos e malícias, interesses e experiências, desde o nosso primeiro momento juntas, e acredite, foi perfeito pra mim. Ficar sem você por um tempo, me fez crescer e amadurecer, da pior forma; por muitas vezes, precisei de você, senti sua falta, pensei em te procurar... mas o orgulho foi tão maior. Hoje eu sei que sofrer sem ti foi em vão, que não vivo sem você e que independentemente de qualquer coisa, preciso de você comigo. Realmente, não vivo sem você. "Você é meu vício, assumo e digo mais, nada teria valor, se não tivesse, ao meu lado: você."